Não consigo me lembrar se antes era mais fácil sorrir. Espero que sim.
Dizem (e acredito) que a tal vida deve ser feita de momentos alegres que lembramos. É importante olhar pra traz e ter em mente aquilo que mais nos trouxe felicidade.
Há um filme que amo chamado "direito de amar". Em sua cena final, o protagonista, é invadido por uma felicidade tão inexplicável quanto irracional, que o faz esquecer de todos os problemas, assim como de toda a sua vida.
O protagonista simplesmente é inundado pela alegria mais pura que pode existir. Tão grandiosa é essa alegria que o faz ficar, pela primeira vez em anos, com a mente limpa.
Ele por alguns segundos é incapaz de pensar em qualquer coisa. É uma felicidade calada e harmoniosa, não há necessidade em expô-lá em risadas altas ou falatórios desgovernados. Não. Essa felicidade deve ser saboreada calmamente.
O final que leva o protagonista, sinceramente, não importa pra nós nessa reflexão.
O motivo de ter trazido essa cena é que lembro de assistir ao filme e pensar que fazia tempos que não sentia aquilo que o protagonista estava sentindo. Eu costumava sentir isso de vez em quando, óbvio que era raro, mas sentia.
Hoje em dia não sinto mais.
Acho que se não fosse por esse filme nem me lembraria dessa sensação, que é tão deliciosa e faz nos sentirmos como se tudo no mundo, tais quais as palavras do protagonista "estivessem em seu mais perfeito lugar, e tudo em ordem".
Estranho, visto que eu e o protagonista temos em comum o fato de sempre acharmos que o mundo está o mais imperfeito caos, o que faz com que tudo seja mais difícil de ser feito do que de fato é.
Sinto saudade de sentir isso.
Sinto saudade da calmaria
Não do tédio
Sim da calmaria.

As vezes a felicidade migra da memória e vai parar no coração.Acho que foi isso que aconteceu com o protagonista,,, essa sensação mora no coração.
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