terça-feira, 29 de março de 2016

Quase perfeito mundo

Em um mundo quase perfeito as pessoas falarão de sexo com naturalidade e os jovens poderão aprender sobre o ato nas escolas para que assim suas relações possam ser mais conscientes, pois com a informação a escolha ganha da dúvida.
O sexo não será mais um tabu, e o patriarcado não terá mais influência sobre crianças e jovens. A virgindade não será mais vista como algo santificado. A sociedade irá parar de cobrar isso de nós. Ser humano, com seus erros e acertos, será algo bem visto e admirado por todos para que assim morram os julgamentos.
Os julgamentos serão abominados pela sociedade e o acolhimento da individualidade reinará. Garotas não se sentirão sexualmente ameaçadas por homens, ou mesmo por outras mulheres, enquanto os pais não forçarem seus filhos garotos a perderem a virgindade em prostíbulos. O tempo de cada um será respeitado. Não há pressa no mundo quase perfeito. Além disso, mulheres também não precisarão mais vender seus corpos vazios, sem vida, por uma ou duas horas. Isso não será mais visto como algo com alguma serventia, visto que o sexo será única e exclusivamente reciprocidade. Nesse sexo não caberá egoísmo, objetificação ou mesquinharia.


Nota de esclarecimento: a palavra quase acompanha as palavras mundo e perfeito, pois a autora do texto tem medo de tudo que é irreversível. O absolutismo a assusta.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Sobre aquelas coisas que pensamos mas não comentamos

Parece bobo, mas não é
quem é você pra julgar a dor dos outros?
O que não é difícil pra você pode ser pra mim.
Posso ter sido em outra vida, tanto Monroe quanto Lispector,
me identifico com as dores delas,
porém, ninguém além delas sabe o tamanho da tristeza que as afligia
dúvidas, medos, aflições sempre existiram.
Hoje saí sem maquiagem
quis exibir meu rosto limpo pros outros
sem máscaras
sem nada.
Será que vão gostar
do que eu tenho pra mostrar?