segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Hoje decidi ir pra vida

Hoje decidi ir pra vida.
Não quis olhar pra traz, nem pensar muito.
Tomei algumas decisões e decidi pô-las em prática
algumas coisas ficaram pra essa semana,
agora só tenho que ser fiel a mim para de fato fazê-las acontecer.
Hoje decidi que não vou mais ficar a mercê da minha vida,
decidi tomar as rédeas da situação.
Li que para se viver é preciso ter coragem
Acreditei no que li e penso que preciso achar a coragem dentro de mim para viver minha vida.
As coisas infelizmente não caem do céu,
e por mais fé que você possa sentir as coisas não irão vir de mão beijada.
Então por essas e outras decidi sair do papel de vítima,
agora quero disciplina pra traçar minhas metas.
Ninguém disse que seria fácil,
Mas quem não arrisca não petisca.
Facilidade demais tira a graça das coisas.
Vim pra esse mundo por alguma razão que não sei ao certo,
então pra quê desperdiçar uma vida inteira por medos e fraquezas?
Não.
Eu quero mais é ir à luta.
Cair nesse grande mundo que Deus me deu
E quem sabe, em alguns breves momentos da minha vida, eu não me encontre nos becos mais inesperados.

Hoje decidi ir pra vida.

Nostalgia ao assistir Elton John

Hoje nesse domingo, vendo o show do Elton John após encontrar uma velha amiga que não via há dois anos por ela estar morando em NY, sinto-me feliz, mais do que isso: sinto-me satisfeita. Satisfeita, pois apesar dos problemas corriqueiros, sinto que vivo para sentir sensações boas. Hoje, agora mais do que nunca, sinto-me feliz, e por alguma razão tudo o mais faz certo sentido. Estou descobrindo ainda qual carreira devo seguir (e por isso sinto um medo constante) e ando com pouco animo, porém uma sensação nostálgica me invade e faz com que eu sinta uma estranha sensação de que tudo irá ficar bem. Lembrei-me de uma vez quando ainda era criança em que um vizinho, provavelmente de um andar mais alto, estava escutando Elton John. Eu simplesmente sentei na varanda e fiquei escutando, e um sentimento muito bom me invadiu. Acho que o Elton provoca esse efeito em mim. Tudo parece estar na mais perfeita ordem quando o escuto... 
Muitos provavelmente acharão estranho, mas o que posso fazer? Acho que a arte provoca esse efeito em nós, um efeito meio inexplicável de alegria, nostalgia, ou algum outro sentimento de satisfação que invade a alma. Algo irracional, que não tem muita explicação. Podem debater e tentar explicar racionalmente porque determinado artista é tão bom, ou porque toca tão bem, mas não há como fugir, o sentimento que nasce quando ouvimos uma música que para nós é boa não tem, e jamais terá muita explicação. Talvez essa seja a graça em um mundo tão racional, pra que explicação pra tudo? Acredito que às vezes isso estraga a magia existente em determinados fragmentos da vida. Então por que não aceitar que algumas coisas não devem ser muito justificadas? Afinal, a vida não é mais complexa que isso?
Acho que muitas vezes somos invadidos pela pergunta “Por quê?” ao invés da pergunta “Por que não?”. Por que não nos deixamos experimentar coisas novas, sem perguntar muito ou sem ficar muito preocupado se vai dar certo ou não? Afinal, a vida é feita de experiências, por isso creio que devemos viver, se for pra quebrar a cara que seja, pelo menos você terá aprendido algo, algo que você não teria aprendido se tivesse ficado em casa pensando: “e se eu tivesse feito aquilo?”
Então vamos simplesmente nos deixar inundar pelo sentimento bom que nos invade em tão poucas ocasiões em nossas vidas e, ao invés de tentar explicá-lo, convido todos a simplesmente senti-lo, sem mais nem menos. E assim vamos vivendo os melhores momentos de nossas vidas...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Os prazeres que a vida traz

Estou descobrindo que sei amar,
e descobrindo que tem muita gente que não.
Estou descobrindo que fui muito amada,
e que o amor verdadeiro não é capaz de guardar rancor.
Descobri hoje que não te amava tanto assim
Sentindo na pele que tem gente que não sabe amar, estou descobrindo o quão difícil pra alguns é amar outra pessoa.
Por isso sorte a minha conseguir amar, azar de quem não.
O que é fugaz se vai
o amor verdadeiro jamais se desfaz.
Rimando vou descobrindo
os prazeres que a vida traz.

domingo, 6 de setembro de 2015

Espaço para um diário matinal

Ontem estava angustiada, uma angústia que veio sem aviso prévio, ou conscientemente sem qualquer motivo. Por isso, como ela só aumentava, decidi colocar um filme idiota pra ver no now, “Minha mãe é uma peça”, pois acontece que apesar de eu sempre querer usar meu tempo livre para ver coisas que, digamos, me acrescentariam alguma cultura, quando estou em estado de angústia, depois de muitos anos lidando com isso, percebi que o melhor a se fazer é colocar algo bem bobo para assistir e tentar desencanar. Mas até parece que tirar a concentração da angústia é fácil. Por isso decidi tomar um rivotril pra ver se me acalmava. Não acalmei. Decidi tomar outro rivotril. Demorou pra surtir efeito. Àquela altura já havia percebido que não iria querer sair com meus primos, amiga e irmão mais tarde pra ir à festa. Não estava a fim de me arrumar e apesar de adorar dançar, senti que aquela noite aquilo não me faria bem, até pelos rivotris todos que tomei. Imaginei que fosse ficar completamente lesada. Por fim, decidi que iria ver “O caderno de Noah” (me recuso a chamá-lo de “Diário de uma paixão”, estraga tudo) já que amo histórias de época e esses amores e paixões fortes que vencem todas essas barreiras impostas por essa sociedade imunda em que vivemos. Depois, já bem alta com o rivotril, decidi que iria ver “Com amor, Marylin”, que estava passando na televisão. Estava tão maluca que chorava compulsivamente pela triste história de Marylin, e por todo mal que sofreu ao longo de sua vida por ser tão mal compreendida. As pessoas à sua volta eram burras e incapazes de entender que ela era um ser completamente inteligente e sensível e que tinha enorme dificuldade em se encaixar nessa merda de mundo machista em que vivemos. Ela era amor, e pra mim isso é sinônimo de muita inteligência. Acredito que é verdade quando o meu terapeuta diz que ser muito bonito(a) tem suas desvantagens, você sofre muito na vida, pois as pessoas só esperam aquilo de você e nada mais. Que merda, as pessoas podem ser muito mais que isso. Com o tempo, passei a não me sentir mais tão culpada por estar na merda sábado à noite, justo o dia que as pessoas têm de serem ultra hiper mega felizes e saltitantes nos bares e festas da vida. Meus pais chegaram do cinema/jantar que haviam ido, me trouxeram pizza: a melhor pizza do mundo. Dormi cedo pra um sábado, 1h vendo “Mama mia” (não me julguem, já estava doidona).

Me espantei, visto que tomei três rivotris na noite anterior, ter acordado 8h30m. Estava chapada ainda de tanta tarja preta que eu tomei na noite anterior. A verdade é que não estou em paz, zen, só chapada e sem conseguir pensar nos problemas que ultimamente andam me consumindo e que indiretamente me deixaram angustiada sábado. Acho que cansei de ficar tentando ser forte o tempo inteiro, e cansei de ser preguiçosa e autopunitiva também. Me sinto um cu quando mato aula por preguiça (preguiça, palavra perigosa, há muito mais escondido por trás da palavra preguiça). Sinto-me mal por todos os demônios que existem dentro de mim, das autocríticas que me puxam pra baixo. Ao mesmo tempo em que supero tudo muito rápido (graças à fé que sinto nas coisas, devo admitir) morro de medo da angustia que sinto no peito em muitos momentos da vida. Tenho medo de ter depressão novamente, esse talvez seja o maior medo que tenho na vida. É difícil acreditar que já superei tanta coisa, o que devo não só a mim, mas também a muitas outras pessoas. Mas às vezes a dor bate, a tristeza vem, a crítica faz mal e a angústia assombra. Mas como uma vez disse alguém pouco importante, “Tudo o que é passageiro é uma ilusão que nos vem incomodar”. Ah, esse alguém era Buda. Parece que ainda resta alguma esperança. Sempre houve. Sempre haverá. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Não consigo me lembrar....

Ilustração da minha frase do texto Devaneios ao ver "A Single man" feita pela minha amada tia Andréa Franklin. Artista!!! Vocês precisam segui-la no Instagram, só desenhos e frases incríveis: @guardadosemguardanapos

Amei a parceria!!!!


terça-feira, 1 de setembro de 2015

A menina do sorriso amarelo

Lá vai a menina do sorriso amarelo
A menina que sorri sem vontade de sorrir
A que grita quando não está com vontade de gritar
A que canta sem emoção
A que vive uma vida que não pertence a ela

Lá vai a menina insegura, que tem medo dos outros, e até da própria sombra

Dizem que ela sente medo inclusive dos próprios medos dela

Dizem também que quando ela está com as pessoas ela parece não estar bem
Imagina ela sozinha, deve se sentir pior ainda.

Tadinha da menina do sorriso amarelo, está mas não está nos lugares em que se encontra

Jamais se doa de coração a alguma causa

Jamais se ama

Jamais se amará

Jamais se amará?

Jamais?

Jamais - pronome indefinido

O Porco e a Pimenta



Trecho retirado do capítulo 6 "O porco e a pimenta", do livro "Alice no País das Maravilhas", no qual Alice se encontra com o gato pela primeira vez.

""Poderia me dizer por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui?"
"Depende bastante para onde quer ir", respondeu o gato.
"Não me importa muito para onde", disse Alice
"Então não importa que caminho tome", disse o gato.
"Contanto que eu chegue a algum lugar", Alice acrescentou à guisa da explicação.
"Oh, isso você certamente vai conseguir", afirmou o gato, "desde que ande o bastante"."

Devaneios ao ver "A Single Man"





Não consigo me lembrar se antes era mais fácil sorrir. Espero que sim.

Dizem (e acredito) que a tal vida deve ser feita de momentos alegres que lembramos. É importante olhar pra traz e ter em mente aquilo que mais nos trouxe felicidade.

Há um filme que amo chamado "direito de amar". Em sua cena final, o protagonista, é invadido por uma felicidade tão inexplicável quanto irracional, que o faz esquecer de todos os problemas, assim como de toda a sua vida.

O protagonista simplesmente é inundado pela alegria mais pura que pode existir. Tão grandiosa é essa alegria que o faz ficar, pela primeira vez em anos, com a mente limpa.
Ele por alguns segundos é incapaz de pensar em qualquer coisa. É uma felicidade calada e harmoniosa, não há necessidade em expô-lá em risadas altas ou falatórios desgovernados. Não. Essa felicidade deve ser saboreada calmamente.
O final que leva o protagonista, sinceramente, não importa pra nós nessa reflexão.
O motivo de ter trazido essa cena é que lembro de assistir ao filme e pensar que fazia tempos que não sentia aquilo que o protagonista estava sentindo. Eu costumava sentir isso de vez em quando, óbvio que era raro, mas sentia.
Hoje em dia não sinto mais.
Acho que se não fosse por esse filme nem me lembraria dessa sensação, que é tão deliciosa e faz nos sentirmos como se tudo no mundo, tais quais as palavras do protagonista "estivessem em seu mais perfeito lugar, e tudo em ordem".
Estranho, visto que eu e o protagonista temos em comum o fato de sempre acharmos que o mundo está o mais imperfeito caos, o que faz com que tudo seja mais difícil de ser feito do que de fato é.
Sinto saudade de sentir isso.
Sinto saudade da calmaria
Não do tédio

Sim da calmaria.

Impulsos

"Tem gente que se mata cortando os impulsos." - Zack Magiese

Por isso sou movida por impulsos, os atendo sempre quando eles vêm á tona, gritando desesperados pra saírem de dentro de mim e tomarem forma em atitudes ou falas.
Alguns chamam isso de defeito, eu chamo de libertação, pois apesar dos efeitos colaterais gerados pelos atos impulsionais, o resultado faz muito bem á alma.
Podem me achar louca por algum impulso explosivo que tive, mas vale a pena, mais felizes são os loucos de espírito, que não guardam, vomitam o que precisa ser vomitado. Hoje em dia quero mais é viver disso, o que não fizer bem ponho para fora.


E você? Já tomou a sua dose de coragem hoje?

E o que eu busco no amor se não a vida?


"Sou um pouco mais velha do que quando eu me revelei sem nenhuma preocupação..."

Busco em um novo amor traços de sensação que tive em um passado que não se completou.

Busco a sensação de que o outro pensa muito além do que a minha humilde experiência de vida me propiciou.

Busco um frio na barriga quando o amor me oferece uma experiência nova.

Busco um amor que me ofereça outros pontos de vista.
Um amor cheio de ensinamentos e tesão.
Que me fará rir em qualquer momento do dia.
Busco um amor menos piegas do que os que a gente costuma esbarrar por aí.
Um amor meio gauché na vida.
Imperceptível aos olhos do outro.
Um amor que só eu vejo.
Imprevisível.
Que vá além das minhas expectativas.

Busco as incertezas que a vida nos oferece.

Diferente do que muitos possam vir a achar, acredito que uma experiência no amor dê margem a uma vida cheia de experiências novas e ensinamentos mais do que enriquecedores. Como o psicólogo e teórico da mente humana Victor Frankl diz em seus livros, existem três modos de se achar o que se busca na vida, um deles é através das vivências, que segundo ele se dão através do amor. Amor é clarividente, nos fazendo enxergar muito além do que conseguimos atualmente, e o que mais eu quero da vida se não aprender o que ela tem a me oferecer de. mais interessante e sábio?

Quero amar muito nessa vida, enquanto isso vou vivendo...

Carta Homenagem a todos os meus incríveis loucos amigos


Escolho meus amigos não pelo o que eles têm ou deixam de ter, são ou deixam de ser, os escolho pela incrível capacidade que temos de sermos loucos juntos.
Acredito que a loucura tenha inúmeras possibilidades, podemos ser loucos bolando algum plano de como salvar a humanidade, cometendo pequenos delitos pela noite a fora, cozinhando algo que tem tudo pra dar errado mas acaba ficando gostoso ou mesmo dançando e cantando pela noite adentro. Eu e meus amigos entramos em ondas que dão certo. Rimos de idiotices que certamente pessoas aleatórias não achariam a menor graça. Sou uma privilegiada por poder escolher tão bem as pessoas que entram na minha vida, mas aí te pergunto: será mesmo uma escolha? As coisas encaixam tanto que começo a achar que seja questão de simbiose, atração. Os loucos parecidos se acham pela vida. Tem coisa mais linda que isso? Loucos sozinhos são tristes, loucos com amigos têm suas potencialidades aumentadas em mil. Agradeço muito aos meus incríveis loucos amigos por terem entrado em minha vida.

Epifanias nostálgicas rebeldes

Vivo no meu próprio ritmo, ando de acordo com meu próprio compasso. Sou o que eu tenho a oferecer doa a quem doer. Viverei assim para sempre, sem nunca me trair me expondo como os outros gostariam de me ver. Sou fiel primeiramente a mim para depois conseguir ser fiel às pessoas que merecem a minha confiança; Essas pessoas me amarão pela minha essência. pelo o que eu tenho de mais verdadeiro. Já aprendi a compreender que é impossível ser quem você é e agradar a todos, porém é vivendo assim que se muda involuntariamente o mundo, pois essa é a única maneira de fazer a diferença.

Expressão

Não é que eu não ligue mais pra roupas
Só ando com preguiça de escolhê-las.
Não é que eu não goste mais de praia
Só ando com preguiça de frequentá-la.
Não é que eu seja antipática
Só não ando com vontade de sorrir.
Não é que eu não goste de cabelo solto
Só que sinto muito, muito calor.
Não é que eu não goste da vida acordada
Só que as vezes prefiro sonhar.
Não é que eu não goste de escrever
Só que muitas, muitas vezes me falta inspiração.
Não é que eu tenha deixado de te amar
Só que as vezes preciso me encontrar.
Não é que eu te deva justificativas
Só fiquei com vontade de me expressar.